domingo, 22 de março de 2009

Domingo

Nossa incapacidade de viver o presente aparece nos menores e mais corriqueiros fatos de nossa experiência. Vejamos como é ruim o domingo para nós.
O dia que antecede o primeiro dia útil da semana, em nossa cultura ocidental, é um dia bastante deprimente para muitos. Ora, antecipamos mentalmente o que devemos, esperamos ou queremos fazer no dia posterior. É um sentimento de algo que termina, como tudo na vida, é uma sensação cuja dificuldade de explicar, impede-nos de entender também. A sensação do fim do período de descanso é pior que o fim do tempo de descanso. Observamos como é complicado, em nossa sociedade, aproveitar o momento que realmente vivemos. Ficamos geralmente com a retrospectiva e a projeção. Um momento, geralmente, é melhor quando já está no passado ou ainda é futuro. A espectativa e a lembrança são melhores que a execução em si.
Em relação ao domingo, também podemos inferir uma ideologia de nossa sociedade. A produção como qualidade suprema e o ócio como um desvio. (Mãe falando com o filho que está sentado a ler um livro) "Você, que não está fazendo nada aí, vem me fazer um favor." Pois é, complicado isso que está entranhado em nós e aparece em diversos momentos.
Enfim, muitas vezes falamos em mudar a sociedade, porém não percebemos o quanto ela está dentro de nós, com ideologia, conceitos e visão de mundo. Rezumindo: odeio domingo!

3 comentários:

Anônimo disse...

El peor de los días. Se pasa de pesimista. Siempre es otoñal. Melancólico en exceso. Los domingos son para hablar de los domingos. Funciones útiles de los domingos: ninguna. Deportes para practicar los domingos: ninguno. Es tedioso incluso decir "domingo".
Lo peor de todo es que no hay día que lo contrarreste. Ni el sábado le hace frente.
¿Se nota que escribo esto un domingo?

Benja.

Rodrigo Bentancurt disse...

Y ¿Qué otro día podría ser? jajaja

°annE °criS disse...

Também não gosto de domingos....mas também não gosto de segundas....