sexta-feira, 1 de maio de 2009

Sabemos o que não sabemos

Quanto mais aprendemos, quanto mais sabemos, mais sabemos e aprendemos o menos que aprendemos e sabemos. Assim, quando somos mais jovens e pensamos que tudo sabemos, percebemos, olhando para trás, o pouco que sabíamos, e, agora, que sabemos mais que antes, notamos o quão pouco temos noção do saber.
Somente um burro, crê que sabe muito ou sabe tudo, pois ja começa por não saber tudo o que não sabe. Funciona como "La biblioteca de Babel", de Borges. O saber bifurca-se e à medida que descobrimos algo novo abrem-se novos caminhos que não percorrêramos ainda.
E nesse rio, cheio de encruzilhadas, vamos fazendo escolhas, voltando a um ponto anterior a fim de refazermos a escolha e vendo que nunca alcançaremos o oceano, e isso é excelente, pois, percebemos a nossa pequenez. Ter consciência que jamais saberemos, em todos os seus aspectos, o que desejamos saber é grandioso e assustador. Se não conseguirmos possuir o saber total, a nossa existência tem sentido parcial. Porém, talvez, seja essa a razão de nossa existência, sua plenitude é reconhecer-se como parcial. Contudo, se essa asserção estiver correta, já sabemos tudo o que deveríamos saber, e o resto é acessório, para viver mais agradavelmente, mas para isso necessitamos tempo que não temos, pois, infelizmente, devemos viver para trabalhar e não o contrário.
Portanto, se a humanidade levou-nos para esse caminho, fluamos pelo rio até onde ele nos levar.

Um comentário:

Laine e Caíco disse...

"SÓ SEI QUE NADA SEI"...Isso nos choca um pouco, pois nos dá uma ideia de nosso tamanho diante da magnitude da criação, seres que somos e estamos aqui para uma jornada de 70,80 anos...Como aprender e entender um universo infinito e eterno em tão pouco tempo? Por outro lado esse mesmo universo se incumbe de nos ajudar, pois agora que finalmente entramos na era de aquário, era em que esses novos seres estão sendo enviados para nos ajudar nessa busca pelo conhecimento, refiro-me às crianças índigo e às cristal, entre outras que já se encontram entre nós e que chegam à terra com as memórias do que já aprenderam até então, sem precisarem, como nós, perder um precioso tempo reaprendendo.E assim ajudarão a humanidade à darem passos mais largos em direção ao saber, dizimando,quem sabe, grande parte de nossa total ignorância. Que sejam bem vindos os novos tempos.