Quero deixar claro que as idéias fascinantes não o serão a todos, mas idéias que me fascinam e por isso acho que devo compartilhá-las.Porque elas chegam e arrebatam-me e não consigo mantê-las comigo. Vamos debatê-las
sábado, 22 de março de 2014
Odiopatia
quarta-feira, 4 de setembro de 2013
Greve e esquizofrenia
sábado, 24 de agosto de 2013
Penumbra
domingo, 14 de abril de 2013
Maioridade penal
sexta-feira, 23 de novembro de 2012
O Facebook é
uma rede social democrática, para os que podem usufruir dele (como toda a
democracia em nossa sociedade). Isto é, precisa-se ter acesso à internet, um
computador ou dinheiro para se gastar com isso em uma lan house, e tempo para
acessá-lo. A questão é que essa rede social lida com a heterogeneidade e
aproxima polos muito divergentes.quarta-feira, 7 de novembro de 2012
Os royalties da contradição
Começo com um
esclarecimento: não sou sociólogo, não sou cientista político. Este texto faz
parte do senso comum, com ideias recolhidas na observação.segunda-feira, 1 de outubro de 2012
Musa
quarta-feira, 7 de março de 2012
Mulher
sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012
Mundo ao contrário
O
indígena peruano for promovido a gerente, pois um espanhol agora é o limpador
de banheiros, embora seja engenheiro.sábado, 10 de dezembro de 2011
Lençol
Há uns dez anos, eventualmente, minha mãe me pedia para realizar a tarefa mais abominável para a maioria dos adolescentes: arrumar a cama. Fastio imenso. Então, ia minha mãe revistar o trabalho e dizia: “Mas, Rodrigo...” com esse costume de linguagem que ela tem: começa as frases com uma adversativa, mostrando que a distância entre o raciocínio e a enunciação era longa. Isto é, ela já havia pensado algo anteriormente e, quando se deu o ato de enunciação, a outra coordenada tinha sido escamoteada. Dizia ela: “Mas, Rodrigo, esse lençol está do avesso!”, mas por quê? – perguntava eu, mostrando a herança linguísitca – “Porque a estampa não está para cima”. Claro, isso era lógico. Lógico? Não, apenas uma convenção. Eu colocava o lado da costura para dentro, logo, meus padrões não eram estéticos; minha mãe diferia de mim, mas acompanhava a maioria. A aparente futilidade das conversas caseiras nos esconde pequenas pistas desta coisa “organizada”, “plena”, “estanque” e “natural” que é o mundo. Na verdade, certo estava Borges: “Nosotros hemos soñado el mundo. Lo hemos soñado resistente, misterioso, visible, ubicuo en el espacio y firme en el tiempo; pero hemos consentido en su arquitectura tenues y eternos intersticios de sinrazón para saber que es falso.”

