O Facebook é
uma rede social democrática, para os que podem usufruir dele (como toda a
democracia em nossa sociedade). Isto é, precisa-se ter acesso à internet, um
computador ou dinheiro para se gastar com isso em uma lan house, e tempo para
acessá-lo. A questão é que essa rede social lida com a heterogeneidade e
aproxima polos muito divergentes.Quero deixar claro que as idéias fascinantes não o serão a todos, mas idéias que me fascinam e por isso acho que devo compartilhá-las.Porque elas chegam e arrebatam-me e não consigo mantê-las comigo. Vamos debatê-las
sexta-feira, 23 de novembro de 2012
O Facebook é
uma rede social democrática, para os que podem usufruir dele (como toda a
democracia em nossa sociedade). Isto é, precisa-se ter acesso à internet, um
computador ou dinheiro para se gastar com isso em uma lan house, e tempo para
acessá-lo. A questão é que essa rede social lida com a heterogeneidade e
aproxima polos muito divergentes.quarta-feira, 7 de novembro de 2012
Os royalties da contradição
Começo com um
esclarecimento: não sou sociólogo, não sou cientista político. Este texto faz
parte do senso comum, com ideias recolhidas na observação.segunda-feira, 1 de outubro de 2012
Musa
quarta-feira, 7 de março de 2012
Mulher
sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012
Mundo ao contrário
O
indígena peruano for promovido a gerente, pois um espanhol agora é o limpador
de banheiros, embora seja engenheiro.sábado, 10 de dezembro de 2011
Lençol
Há uns dez anos, eventualmente, minha mãe me pedia para realizar a tarefa mais abominável para a maioria dos adolescentes: arrumar a cama. Fastio imenso. Então, ia minha mãe revistar o trabalho e dizia: “Mas, Rodrigo...” com esse costume de linguagem que ela tem: começa as frases com uma adversativa, mostrando que a distância entre o raciocínio e a enunciação era longa. Isto é, ela já havia pensado algo anteriormente e, quando se deu o ato de enunciação, a outra coordenada tinha sido escamoteada. Dizia ela: “Mas, Rodrigo, esse lençol está do avesso!”, mas por quê? – perguntava eu, mostrando a herança linguísitca – “Porque a estampa não está para cima”. Claro, isso era lógico. Lógico? Não, apenas uma convenção. Eu colocava o lado da costura para dentro, logo, meus padrões não eram estéticos; minha mãe diferia de mim, mas acompanhava a maioria. A aparente futilidade das conversas caseiras nos esconde pequenas pistas desta coisa “organizada”, “plena”, “estanque” e “natural” que é o mundo. Na verdade, certo estava Borges: “Nosotros hemos soñado el mundo. Lo hemos soñado resistente, misterioso, visible, ubicuo en el espacio y firme en el tiempo; pero hemos consentido en su arquitectura tenues y eternos intersticios de sinrazón para saber que es falso.”
domingo, 27 de novembro de 2011
Olhares
Hoje, almoçando em um restaurante, havia uma família na mesa ao lado. Pai, mãe, uma filha de aproximadamente dez anos e outra de uns sete. Percebo que o patriarca tem os olhos azuis muito claros. Viro para a mãe de uns olhos castanhos de muita expressividade. A menina mais velha tem olhos castanhos mas sem a expressividade dos da mãe. Nos da menina havia uma ponta de raiva. Notei o que acontecia. Espero a menina mais nova virar-se e confirmo minha hipótese, esta tinha os olhos azuis do pai, contudo, havia uma tristeza naquele olhar. Isso me surpreendeu.
Estava até o momento pensando que a menina mais velha sofrera, como quase todos os primogênitos, o ciúme de ver a mãe grávida, esperando um filho que dividirá as atenções até o momento apenas dedicadas a ela. A menina nasce com olhos lindos, escuta elogios que não são destinados à menina mais velha, o que vai gerando a raiva e o ciúme presentes em seu olhar. Então, a menina mais nova fala com a irmã mais velha, num tom que busca cumplicidade, mas não a encontra. A menina mais velha é ríspida, a mais nova se sente frustrada. Entendo, o que cada olhar carrega naquelas meninas.
quarta-feira, 2 de novembro de 2011
Câncer da sociedade
No
Brasil, não protestamos quando devemos ou fazemo-lo em momento inoportuno. Em
2007, na abertura dos Jogos Pan-americanos, ouvimos uma estrondosa vaia
dirigida ao então presidente da República. Engraçado, pois a realização dos
Jogos passou pela ampla contribuição do Estado. Logo, no momento que deveríamos
mostrar ao mundo nossa capacidade de organização, vaiamos o presidente mais
reconhecido que já tivemos fora do país. Agora, dá-se o caso do protesto na
hora de uma doença gravíssima de uma pessoa que, não sei se para bem ou para
mal, mudou a cara do país. Acho que somos apáticos e devemos reclamar,
protestar, sair às ruas, levantar bandeiras, mas na hora certa. 